terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um ano de extremos climáticos expostos em Cancún

30/11/2010 -

Por Stephen Leahy, da IPS

Cancún, México
– Este ano, provavelmente, foi o mais quente da história: altas temperaturas oceânicas arrasaram os corais tropicais, o calor e a seca tomaram conta da Rússia e as inundações devastaram o Paquistão.
 Delegados internacionais, desde ontem em Cancun, procuram soluções na 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Apesar das evidências científicas cada vez mais contundentes quanto à urgência e aos riscos das mudanças climáticas, e ao fato de cada vez mais se defender a adopção de medidas, é improvável que os representantes de quase 200 países, reunidos até o dia 10 de Dezembro neste balneário, cheguem a um novo acordo vinculante. Quando muito, questões como reflorestamento, financiamento climático e compromissos em matéria de mitigação serão mais desenvolvidos com a escassa esperança de que a próxima conferência, em 2011 na África do Sul, possa produzir algum tipo de tratado.

“As emissões de carbono continuam a aumentar apesar da recessão econômica, e nunca vi expectativas tão baixas em relação a uma Conferência das Partes”, disse Richard Somerville, destacado cientista climático da Scripps Institution of Oceanography, com sede no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. “A ciência é bastante convincente quanto à necessidade de uma ação urgente. Não temos outros cinco anos para chegar a um acordo”, disse Richard à IPS/TerraViva

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