segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Centenário de morte de Leon Tolstói, mestre de Gandhi



Por Leonardo Boff*
Ocupando um lugar central da sala de estar de  minha casa há um impressionante quadro de um pintor polonês mostrando Tolstói (1828-1910) sendo abraçado pelo Cristo coroado de espinhos. 
Ele está vestido como um camponês russo e parece  extuado como a simbolizar a humanidade inteira chegando finalmente ao abraço infinito da paz depois de milhões de anos ascendendo penosamente o caminho da evolução.
Foi um presente que recebi do então Presidente da Assembléia da ONU Miguel d’Escoto Brockmann, grande devoto do pai do pacifismo moderno. 
No dia 20 de novembro  celebrou-se o centenário de sua morte em 1910. 
Ele merece ser recordado não só como um dos maiores escritores da humanidade com seus romances Guerra e Paz (1868) e Anna Karenina (1875) entre outros tantos, perfazendo 90 volumes, mas principalmente como um dos espíritos mais comprometidos com os pobres e com a paz, considerado o pai do pacifismo moderno.

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