segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Atum de barbatana azul, a salvação é urgente

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Paris, França– Ambientalistas reclamaram dos governos medidas drásticas para salvar o atum de barbatana azul do Atlântico, à beira da extinção, durante uma reunião internacional na capital francesa. Organizações como Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Pew Environment Group e Greenpeace orquestraram uma forte campanha por ocasião deste encontro da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (Cicaa), que vai até o dia 27.

Estas entidades querem que os membros da Cicaa suspendam a pesca industrial do atum de barbatana azul do Atlântico oriental – manjar favorito no mundo –, até que sejam implementadas medidas sustentáveis e a espécie dê sinais de recuperação. 
Ou, no mínimo, que as cotas de pesca anuais passem das atuais 13.500 toneladas para seis mil toneladas.
 “ A nossa posição está ancorada na ciência”, disse Gemma Parkes, porta-voz do capítulo mediterrâneo do WWF. “Não estamos contra a pesca sustentável.
 Os próprios cientistas da Cicaa dizem que a redução ainda permite uma forte possibilidade de as espécies se recuperarem”, acrescentou. 80%, segundo os cientistas. Esta redução é atribuída à superexploração, que procura atender o voraz apetite pelo pescado de algumas Nações industrializadas, particularmente para ser usado na preparação de sushi. 
Aproximadamente 80% dessa espécie capturada no Mediterrâneo é exportada para o Japão. Este país, junto com Estados Unidos e União Europeia (UE), representam 70% do mercado desta variedade marinha

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