quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O sacrifício de animais e o ensino da biologia


Em 2007, o estudante de biologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Róber Bachinski entrou com uma liminar que o liberava de dissecar e sacrificar animais nas aulas práticas do curso de Ciências Biológicas. A justiça garantiu ao aluno o direito de continuar fiel às suas convicções sem que fosse reprovado por não participar dos sacríficios. A atitude de Róber gerou diversas discussões e inúmeras ONG’s em prol dos animais o apoiaram nesta decisão. A universidade recorreu à decisão de Róber e, três anos depois, a Justiça decidiu, na semana passada, por unanimidade, a sentença de primeiro grau, tornando obrigatória a participação do estudante nos trabalhos do curso de biologia.

A IHU On-Line, que acompanhou todo o caso, entrevistou Róber, por email, que hoje vive no Rio de Janeiro, sobre a decisão. “Muitas vezes pensei em desistir da Biologia e buscar melhorar essa discussão através da Filosofia. Porém sempre quis fazer biologia e não acho justo alguém desistir de uma vontade por imposição de uma ideia, como pensam os juízes da 2ª Instância. A escolha de um curso e de uma carreira vai além das práticas dessa carreira, até mesmo na modificação dela, e todo aluno tem o direito de questionar a validade ética e metodológica do conhecimento passado na academia”, apontou.
Por Redação IHU

Sem comentários:

Enviar um comentário