Com humildade e alguma timidez, este blog pretende ser: um lugar de divulgação ambientalista. Um espaço para todos aqueles que queiram, comentar, divulgar, expor... MÃE TERRA
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Carro eléctrico português será produzido em 2012

O Mobicar, carro eléctrico português, deve começar a ser produzido apenas no segundo semestre de 2012. O projecto ligado ao Mobi-e (plano de distribuição de energia para carros) ainda não tem preço definido.
A intenção é que o primeiro protótipo esteja pronto em outubro deste ano e que até março do ano que vem 10 protótipos estejam a circular em fase de teste. Se tudo ocorrer bem, a produção comercial começa no segundo semestre de 2012.
A montagem será da responsabilidade da empresa VN Automóveis. O Mobicar terá três lugares, é 100% eléctrico, com uma autonomia de 100 quilômetros e uma velocidade máxima de 80 quilômetros por hora.
A intenção é que o primeiro protótipo esteja pronto em outubro deste ano e que até março do ano que vem 10 protótipos estejam a circular em fase de teste. Se tudo ocorrer bem, a produção comercial começa no segundo semestre de 2012.
A montagem será da responsabilidade da empresa VN Automóveis. O Mobicar terá três lugares, é 100% eléctrico, com uma autonomia de 100 quilômetros e uma velocidade máxima de 80 quilômetros por hora.
Por Gisele Eberspächer, Atitude Sustentável
Aumento da fome nos próximos 10 anos

Se o ritmo actual do aquecimento Global continuar, países como a Índia poderão perder até 30% da sua capacidade agrícola já em 2020, o que aumentará o deficit entre a produção e a procura por alimentos.
Num planeta mais quente, países que são hoje grandes produtores de alimentos apresentarão uma forte queda na sua agricultura, enquanto regiões que actualmente sofrem com invernos rigorosos serão mais férteis, criando novas fronteiras agrícolas.
Porém, com o aumento populacional, o déficit entre a oferta e a procura de alimentos deverá crescer, chegando a deixar 20% da população mundial faminta.
É o que afirma o estudo “"The Food Gap -- The Impacts of Climate Change on Food Production: A 2020 Perspective” (A Falta de Alimento – Os Impactos das Mudanças Climáticas na Produção de Alimentos: uma Perspectiva para 2020), publicado nessa semana pela Fundação Ecológica Universal (FEU), uma organização sem fins lucrativos criada em 1990 na Argentina e que conta com o cientista climático Osvaldo Canziani, vencedor do Prêmio Nobel de 2007 em conjunto com o Painel Inter governamental para Mudanças Climáticas (IPCC).
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Carbono absorvido pelos ecossistemas está ser super estimado

Segundo um novo estudo publicado na revista Science, os métodos actuais da contabilização do carbono que pode ser absorvido pelos ecossistemas terrestres estão equivocados.
Ao não levar em conta a libertação de cerca de 2,05 biliões de toneladas métricas de carbono ao ano, proveniente da emissão natural do metano por rios, reservatórios, córregos e lagos, os métodos actuais estariam superestimando significativamente na quantidade de carbono absorvida pelos ecossistemas.
Considera-se que todos os ecossistemas terrestres absorvam cerca de 2,6 bilhões de toneladas métricas de carbono anualmente. De acordo com o autor do estudo, este é “grande erro de cálculo”.
Por Fernanda B. Müller, da Carbono Brasil |
Tragédia no Rio de Janeiro - O preço de não escutar a Natureza

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais.
O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, a destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca cobertura do solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assente sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo, há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois oferece-nos tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, considera-mo-la como um objecto qualquer, entregue ao nosso belo-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação, serem lhe darmos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, arrancando tudo o que podemos dela para o nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira dos nossos dejectos.
Pior ainda: nós não conhecemos a sua natureza e a sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.
Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam nas suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está a ser contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e a elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. A nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, tornou-se técnica para dominar a natureza e acumular.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre pode ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles enviam-nos que é: não construir casas nas encostas; não morar junto dos rios e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta zona não se pode construir ou morar.
Estamos a pagar um alto preço pelo nosso descanso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Só controlamos a natureza na medida em que a obedecermos e soubermos escutar as suas mensagens e ler os seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
*Leonardo Boff é filósofo e teólogo.
ONU: danos nos ecossistemas vão afectar a economia mundial brevemente
Danos aos ecossistemas naturais de todo o planeta devem começar a atingir a economia em breve, alertou um importante relatório da Oeganização das Nações Unidas (ONU). A terceira edição do Global Biodiversity Outlook (Perspectivas da Biodiversidade Global, tradução livre), o GBO-3, alerta para o facto de que alguns ecossistemas estarem próximos de atingir um ponto preocupante, tornando-se cada vez menos úteis à humanidade. Alguns factores agravantes seriam a rápida diminuição das florestas, a dificuldade de recuperação dos cursos de águas e a morte em massa de recifes de corais.
No último mês, cientistas confirmaram que os governos não conseguiriam alcançar as suas metas para travar a perda da biodiversidade até o fim de 2010. "As novidades não são boas", disse Ahmed Djoglaf, secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas. "Continuamos a perder biodiversidade a um ritmo nunca antes visto na história - a velocidade da extinção deve se tornar 1.000 vezes mais rápida do que a esperada." De acordo com a ONU, a abundância de vertebrados - grupo que inclui mamíferos, répteis, aves, anfíbios e peixes - diminuiu cerca de um terço entre 1970 e 2006.
Metas não cumpridas - As metas para 2010 de travar significativamente o ritmo da perda de biodiversidade foi acordada em Joanesburgo, em 2002. Elas incluem medidas como: travar o ritmo da perda e degradação dos habitats naturais, proteger pelo menos 10% das regiões ecológicas do planeta, controlar a proliferação de espécies invasivas e garantir que o mercado internacional não leve espécies à extinção.
O GBO-3 concluiu que nenhuma das 21 metas complementares foram atingidas no âmbito global. Nenhum país que submeteu relatórios ao grupo da convenção sobre biodiversidade mostrou ter cumprido suas metas para 2010. Apesar de haver progresso em algumas regiões, a falha global significa que o número de espécies ameaçadas cresceu na Lista Vermelha das Nações Unidas.
"Vinte por cento de todos os mamíferos, 30% de todos os anfíbios, 12% de todas as aves e 27% dos recifes de corais estão ameaçados de extinção", disse Bill Jackson, diretor geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, que mantém a Lista Vermelha.
Consequências para a economia - A relação entre a perda da natureza e os danos à economia é muito mais do que apenas figurativa, segundo as Nações Unidas. Um projecto em curso, conhecido como Economia de Ecossistemas e Biodiversidade (The Economics of Ecosystems and Biodiversity, TEEB), é responsável por quantificar o valor monetário de vários serviços que a natureza provém, como purificar a água e o ar, proteger costas de tempestades e manter a vida selvagem para o eco turismo. Quando esses serviços desaparecerem, eles terão de ser substituídos por fundos da sociedade. O TEEB calculou que as perdas anuais das florestas são equivalentes a 2 a 5 trilhões de dólares.
fonte = http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/onu-danos-aos-ecossistemas-vao-afetar-economia-mundial-breve-557807.shtml
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Pessoas melhores para um mundo melhor

Sonhamos com um mundo melhor, mais fraterno, pacífico, ecológico, democrático, para nós e os nossos filhos. Mas, estamos a ser pessoas melhores e estamos a educar os filhos melhores para este mundo novo? Ou continuamos a fazer escolhas que nos mantém com os dois pés no mundo velho enquanto ano a ano renovamos nossos votos num mundo melhor que só existe, na verdade, nas nossas utopias, mas que não nos dispomos a por em prática?
Tendemos a julgar os outros por nós, para o bem e para o mal. Se desejamos e escolhemos um mundo melhor, sustentável, imaginamos que os outros também estão a ter a mesma percepção e propósito. O problema de pensar assim é não tomarmos as precauções contra oportunistas, gananciosos, egoístas, por não imaginar, nas nossas utopias, que tais pessoas possam existir, e pode ser tarde demais ao descobrir que a realidade pode ser bem mais cruel e perversa do que sonha a nossa imaginação.
O 'Profeta' Gentileza repetia a frase 'gentileza gera gentileza' que alguns tomam ao pé da letra, como se fosse possível a mudança de fora para dentro. A frase do 'profeta' é um desejo e não uma revelação de como as coisas funcionam na prática.
Uma pessoa gentil, generosa tende a imaginar e mesmo a gostar da idéia de viver num mundo onde as pessoas são gentis e generosas também. O mundo torna-se cor de rosa. A verdade é bem diferente. O mundo não é cor de rosa muito menos branco e preto, mas está mais para o cinzento, onde as cores estão todas misturadas
Seria bom demais se a gentileza, o amor, tivessem este poder de mudança de fora para dentro, se ao sermos generosos e amorosos conseguíssemos tornar também as outras pessoas generosas e amorosas. Infelizmente, não é assim que acontece no mundo real. Pessoas egoístas, mesquinhas, gananciosas só tenderão a tornarem-se ainda mais estúpidas e aproveitarão ainda mais a situação se não encontrarem resistência
.Por Vilmar Berna*, do Portal do Meio Ambiente
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O antropocentrismo: uma nova era geológica
Por Leonardo Boff* |

A presente crise desmascara a enganosa compreensão dominante da história, da Natureza e da Terra. O ser humano fora e acima da Natureza com a excepcionalidade da sua missão, a de dominá-la. Perdemos a noção de todos os povos originários e de que pertencemos à Natureza. Hoje diríamos, somos parte do sistema solar, de nossa galáxia que, por sua vez, é parte do universo. Todos surgimos ao longo de um imenso processo evolucionário. Tudo é alimentado pela energia de fundo e pelas quatro interações que sempre actuam juntas: a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte. A vida e a consciência são emergências desse processo. Nós humanos, representamos a parte consciente e inteligente da Via-Láctea e da própria Terra, com a missão, não de dominá-la mas de cuidar dela para manter as condições ecológicas que nos permitem levar avante a nossa vida e a civilização.
Estas condições estão a ser minadas pelo actual processo produtivo e consumista. Já não se trata de salvar nosso bem estar, mas a vida humana e a civilização. Se não moderarmos a nossa voracidade e não entrarmos em sinergia com a natureza dificilmente sairemos da actual situação. Ou substituímos estas premissas equivocadas por melhores ou corremos o risco da nossa extinção. A consciência do risco não é ainda colectiva.
Por Leonardo Boff
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Novo consenso: por um mundo habitável para todos

A História vai-nos julgar severamente se não formos capazes de dar resposta aos desafios e às oportunidades que a crise global nos apresenta. Em lugar de se financiar US$ 50 bilhões para a redução da pobreza, pactada como um dos Objetivos do Milénio.
O consenso dos governantes dedicou 50 vezes mais para salvar os bancos especuladores que são muito grandes para se deixarem cair. Contradizendo sua própria doutrina neoliberal de que o mercado se autorregula e que os governos não devem intervir.
Os resgatadores empobrecidos agora vêem-se acossados pelas instituições financeiras que, por meio de agências de qualificação de duvidosa objectividade, levam a especulação ao máximo.
Está clara a necessidade de elaborar um novo consenso que substitua o fracassado Consenso de Washington, principal causador da crise múltipla (financeira, de meio ambiente, política, democrática e ética) que vivemos.
Em lugar de regular o sistema financeiro, eliminar os paraísos fiscais e iniciar um processo de desarmamento próprio de uma nova estratégia de defesa, continua a ser permitida uma economia de especulação e guerra (US$ 4 bilhões por dia em armas e em gastos militares enquanto morrem de fome 70 mil pessoas). É uma situação eticamente inadmissível. /...
Em lugar de regular o sistema financeiro, eliminar os paraísos fiscais e iniciar um processo de desarmamento próprio de uma nova estratégia de defesa, continua a ser permitida uma economia de especulação e guerra (US$ 4 bilhões por dia em armas e em gastos militares enquanto morrem de fome 70 mil pessoas). É uma situação eticamente inadmissível. /...
Por Federico Mayor, Martí Olivella, Roberto Savio*
sábado, 1 de janeiro de 2011
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