sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ditadores do nosso tempo

Gadafi na jurisdição do Tribunal Penal Internacional
Nações Unidas, 24/2/2011 – Se o líder líbio, Muammar Gadafi, sobreviver ao levantamento popular contra seu regime e permanecer no cargo poderá converter-se no segundo chefe de Estado no cargo acusado de crimes de guerra. A morte de mais de 200 manifestantes civis na Líbia nos últimos sete dias motivou uma forte condenação não apenas da Organização das Nações Unidas (ONU), como também de grupos dos direitos humanos e governos de todo o mundo.“Vi cenas muito perturbadoras e fortes, nas quais as autoridades líbias disparavam contra os manifestantes a partir de aviões de guerra e helicópteros. Isto é inaceitável. É Preciso parar imediatamente......


“Irmão” Gaddafi; Tu já acabaste...!
O jogo não termina antes que acabe, , quando um ditador bombardeia com aviões o próprio povo desarmado, civil, e ataca áreas da própria capital do próprio país. É ir longe demais até para os insuperavelmente alucinados padrões dos ditadores apoiados pelo Ocidente no Mundo Árabe.Vê-se logo que a festa (macabra) pode ter acabado, quando Sheikh Yousef al-Qaradawi, uma das autoridades sunitas mais populares em todo o planeta, e não só porque mantém um programa de televisão na rede al-Jazeera, lança uma sentença de morte, uma fatwa ‘ao vivo’ –

Forum Social Mundial - Dacar 2011

2011 ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS - O Greenpeace é uma organização não-governamental com sede em Amesterdão, e escritórios espalhados por quarenta e um países.Actua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos e energia renovável.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

CARTA DA TERRA

CARTA DA TERRA


PREÂMBULO

Estamos num momento crítico da história da Terra, numa época em que a humanidade tem de escolher o seu futuro. À medida que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o futuro encerra, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para avançar, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana, e uma só comunidade na Terra, com um destino comum. Devemos conjugar forças para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica, e numa cultura da paz. Para alcançar este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para os outros, para com a grande comunidade da vida, e para com as gerações futuras.
Terra, a Nossa Casa

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, a nossa casa, está viva como comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da sobrevivência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação das comunidades vivas, e o bem-estar da humanidade, dependem da manutenção de uma biosfera saudável em todos os seus sistemas ecológicos, uma enorme diversidade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O ambiente global com seus recursos não renováveis, é uma preocupação comum a todas as pessoas. A protecção da beleza, diversidade e vitalidade da Terra é um dever sagrado.
A Situação Global

Os padrões dominantes de produção e consumo estão a provocar a devastação dos ecossistemas, a redução drástica dos recursos, e uma explosiva extinção de espécies. As comunidades estão a ser minadas. Os benefícios do desenvolvimento não são partilhados equitativamente, e o fosso entre ricos e pobres aumenta colossalmente. A injustiça, a pobreza, a iliteracia e os conflitos armados têm aumentado, e são a causa de muitos sofrimentos. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológicos e sociais.
As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas mas evitáveis
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Desafios para o futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais nos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas estiverem ao alcance de todos, o desenvolvimento humano estará voltado, primariamente, a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer todos e reduzir os impactes sobre o ambiente. O crescimento de uma sociedade civil global está a criar novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Os nossos desafios em questões ambientais, económicas, políticas, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos estabelecer soluções que incluam todos estes aspectos.
Responsabilidade Universal
Para aceitarmos estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade global, bem como com as nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e do mundo, no qual as dimensões locais e globais estão ligadas. Cada um partilha da responsabilidade pelo bem-estar actual, e o futuro da humanidade e de todo o mundo vivo. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com todas as formas de vida é fortalecido quando vivemos com reverência pelo mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade, considerando o lugar que ocupa o ser humano da Natureza.

Necessitamos urgentemente de uma visão conjunta de valores básicos, para proporcionar um fundamento ético à comunidade global emergente. Por isso, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como objectivo comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será guiada e avaliada
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