domingo, 3 de outubro de 2010

Por vezes...

            Por vezes, sinto vontade de permanecer calado, surdo e fingir que nada vejo. 
            Ou de sair desenfreado do meio de uma multidão, com se fugisse.
            Outras vezes, quero deliciar cada segundo da minha existência.
            Olhares que não se cruzam, corações vazios e frios, rindo e folgando   
Quanta mentira? Quanta farsa?...
De uma sociedade que apenas se suporta e tolera.
Que enorme distância a separa daquela autenticidade, preconizada pelo nascimento do homem.
Num Mundo que se defronta com a revolta de milhões de filhos de Deus, famintos e esfarrapados.
Num Mundo dividido entre tensões de leste e do oeste, de brancos e negros, de individualistas e colectivistas.
Num Mundo, cujo poder cultural e espiritual, vem muito atrás das suas capacidades tecnológicas e cada dia, mais perto da sua aniquilação total.
Neste Mundo, a não violência é um imperativo de acção.
Não deixa de ser estranho que todos os grandes génios militares do Mundo, hajam falado de paz.
Os conquistadores do passado que matavam em nome da paz;  Alexandre, Júlio César, Carlos Magno, Napoleão e tantos outros. E se lermos Mein Kampf, veremos que Hitler achava que tudo o que estava a fazer era em prol da paz.
O homem é mais do que um capricho dos electrões ou um pouco de fumo de um incêndio sem fim.
Cultiva paz e silêncio, tesouros imensos serão teus se aprenderes a quietude criadora, se souberes  ouvir as palavras do sábio ocioso, sentado á sombra da árvore.
Se imitares o vento quando pára de soprar por não querer quebrar o encanto com que a lua se deita sobre o rio quase parado
Na verdade, não está fora do nosso alcance comungar com as estrela
Gabriel silva


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