| Diana Cariboni, da IPS |

Trata-se de capturar o dióxido de carbono (CO²) que esquenta a atmosfera e depositá-lo em “sumidouros”, que podem ser os oceanos, as florestas ou o subsolo. Além de cultivar florestas e conservá-las, há várias tecnologias para bombear CO² atmosférico para o subsolo ou para o leito marinho, até agora pouco testadas e inclusive perigosas. O MDL permite aos países ricos compensar em parte suas emissões de gases-estufa investindo em projetos limpos nas nações em desenvolvimento.
A captura de carbono “é o que chamamos de soluções falsas”, disse ao TerraViva o ambientalista chileno Eduardo Giesen, um dos coordenadores latino-americanos da Gaia (Aliança Global Contra Incineradores) e membro integrante da Aliança pela Justiça Climática do Chile. Assim “não se resolve o problema. Em lugar de reduzir o dióxido de carbono lançado na atmosfera procura-se enterrá-lo, adiando a solução”, acrescentou. Além disso, estas técnicas têm “um alto grau de incerteza tecnológica”, ressaltou.
...O acordo neste ponto será entregue esta semana aos ministros dos países partes da Convenção que chegam para
assumir as discussões de alto nível da 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que termina no dia 10. Falta muito pouco para 2012, quando expira o primeiro prazo do Protocolo de Kyoto para realizar reduções obrigatórias de gases-estufa. Essas metas não foram atingidas e a humanidade não tem à vista nenhuma ferramenta clara para enfrentar um problema global que, segundo os cientistas, poderia ter proporção de cataclismo. Mas as conversações, ao menos as feitas publicamente, seguem perdidas nos detalhes.
...Enquanto em Cancun a presidente da COP 16, a chanceler mexicana, Patricia Espinosa, estimava que os pré-acordos obtidos “demonstram claramente que os países vieram de boa fé” negociar, para Barry a contagem de êxitos equivale a “quase nada. Em lugar de agarrar o cachorro, lança-mo-nos sobre pulgas”, disse ao TerraViva. Envolverde/IPS
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